ATIVIDADE / SIMULADO DE PORTUGUÊS - GÊNERO: POEMA - INTERPRETAÇÃO E COMPREENSÃO (5º / 6º ANO)

Leia para resolver às questões 1 - 5:


TEM TUDO A VER
Elias José

A poesia
tem tudo a ver
com tua dor e alegrias,
com as cores, as formas, os cheiros,
os sabores e a música
do mundo.

A poesia
tem tudo a ver
com o sorriso da criança,
o diálogo dos namorados,
as lágrimas diante da morte,
os olhos pedindo pão.
 
A poesia
tem tudo a ver
com a plumagem, o voo e o canto,
a veloz acrobacia dos peixes,
as cores todas do arco-íris,
o ritmo dos rios e cachoeiras,
o brilho da lua, do sol e das estrelas,
a explosão em verde, em flores e frutos.

A poesia
- é só abrir os olhos e ver –
tem tudo a ver
com tudo.

1. O tema do texto é
a) a alegria e a dor em todas as coisas.
b) sobre a própria poesia.
c) o diálogo dos namorados.
d) o brilho da lua e do sol. 

2. Sobre o texto é possível afirmar que
a) o sorriso da criança depende da alegria dos namorados.
b) a música está no mundo todo.
c) o sorriso da criança está relacionado com a poesia.
d) a poesia não se relaciona com a morte.

3. Conclui-se que a poesia
a) está em quase tudo.
b) não fez uso de linguagem figurada.
c) está em tudo.
d) é a própria vida.


4. É possível afirmar que 
a) o texto está dividido em 4 estrofes.
b) o texto está dividido em rimas.
c) o texto está dividido em 4 tópicos.
d) o texto está dividido em repetições.

5. No trecho: "a explosão em verde, em flores e frutos.", a palavra destacada foi utilizada com sentido de
a) tempo.
b) modo.
c) afirmação.
d) intensidade.

Leia e resolva às questões 6 e 7:


Tecendo a Manhã
(João Cabral de Melo Neto)

Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.

De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.

E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.

6. O provérbio popular que pode explicar o que o autor quis dizer em seus dois primeiros versos é
a) De grão em grão, a galinha enche o papo.
b) Deus ajuda quem cedo madruga.
c) Quem canta seus males espanta.
d) Uma andorinha sozinha não faz verão.

7. No verso: "se entretendendo para todos, no toldo", o autor fez uso de uma palavra que não existe na língua portuguesa, ou seja, ele inventou. Este processo de derivação é chamado de
a) metáfora.
b) neologismo.
c) parassintética.
d) ironia.

Leia o poema e resolva às questões 8 -10:


Quem mora?
(Maria Mazzeti)

Quem mora na casa torta?
Sem janelinha e sem porta

Um gato
que usa sapato
e tem retrato no quarto.
No quarto?

Uma florzinha
pequenininha
de sainha
Curtinha?

Um elefante com rabinho de barbante?
Um papel de óculos e chapéu?
Um botão que toca violão?
Um pente com dor de dente?

Quem mora na casa? Quem?
Invente depressa alguém.

8. O recurso poético mais usado no poema acima foi
a) a rima.
b) a repetição.
c) o tópico.
d) a prosa.

9. O poema "Quem mora?" revela
a) respostas diante das perguntas.
b) que o autor não colocou sentimentos no texto.
c) que o autor dialoga com o leitor.
d) certezas e clareza nas respostas.

10. No trecho: "Sem janelinha e sem porta", o uso da palavra no diminutivo foi usado para
a) revelar a importância da casa.
b) demonstrar carinho pela casa.
c) revelar o tamanho da janela.
d) reforçar a importância da casa.


GABARITO
1B / 2C / 3C / 4A / 5D / 6D / 7B / 8A / 9C / 10C 

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