ATIVIDADE / SIMULADO DE PORTUGUÊS - GÊNERO: MINICONTO - 6º / 7º ANO - (INTERPRETAÇÃO E COMPREENSÃO)

Leia o miniconto abaixo para responder as questões 1 - 3:

Mesquinhez
Nemésio era um homem tão mesquinho que, quando decidiu se enforcar, pendurou seus escassos sentimentos no galho mais baixo de um bonsai.
Jorge Timossi

1. Na expressão “escassos sentimentos”, a palavra “escassos” tem o mesmo sentido de
a) muitos.
b) excessivos.
c) poucos.
d) comuns.

2.O momento mais importante da narrativa, aquele que causa uma grande mudança na vida do personagem, está exemplificado no trecho
a) “quando decidiu se enforcar”.
b) “Nemésio era um homem tão mesquinho”.
c) “no galho mais baixo de um bonsai”.
d) “pendurou seus escassos sentimentos”.

3. O trecho “quando decidiu se enforcar” pode ser reescrito, sem alteração de seu sentido original, da seguinte forma
a) antes de decidir se enforcar.
b) enquanto decidia se enforcar.
c) depois que decidiu se enforcar.
d) no momento em que decidiu se enforcar.

Leia e resolva:

Urbanesca
Saiu cedo com o pai. A velha sinfonia urbana. Passaram por um parque. Pipoca, sorvete e algodão-doce viraram lembrança. Debaixo da árvore parecia um piquenique. Subidas e descidas, o menininho se cansou. Precisou andar mais um pouco. Desta vez, o carrinho do pai estava cheio de papelão.
Alvaro Posselt

4. O uso de “-inho” na palavra “menininho” reforça no texto o sentimento de
a) tristeza do pai.
b) cansaço do menino.
c) compaixão pelo menino.
d) revolta pela situação.

Leia e resolva:


O amor é cego
Olhos fechados. Respiração ofegante. Deitada na relva, pensava no príncipe encantado. Tão real que podia sentir a leve pressão do beijo úmido e suave. Quis mais... muito mais e, abrindo os olhos, nada viu. Apenas a voz distante daquele que há pouco lhe beijara. 
croach... croach... croach...croach...
Alice Daniel

5. O que provoca o efeito de humor? 
a)Fechar os olhos e pensar no príncipe encantado.
b) Abrir os olhos e nada ver.
c) Fechar os olhos e sentir o beijo.
d) Abrir os olhos e constatar a realidade.

Leia e resolva as questões 6 e 7:

O celular da fantasia
Ouvi a voz atrás de mim. Alguém falando sozinho. Antigamente, só louco. Hoje, não. Hoje as pessoas falam sozinhas no telefone celular. Virei-me, displicente. Era um mendigo. Mas, que estranho, tinha alguma coisa na mão – e parecia um celular! Não pode ser, pensei. Cheguei mais perto. E ri. Não havia celular algum. Ele falava sozinho, segurando um telefone imaginário. Seu celular de fantasia. Parecia com isso quere equiparar sua loucura à loucura da gente comum. Isso o fazia, quem sabe, sentir-se um igual. 
Heloisa Seixas

6. Em qual trecho na história, o narrador compara o hábito de as pessoas falarem sozinha em épocas diferentes?
a) “Alguém falando sozinho”
b) “Ele falava sozinho, segurando um telefone imaginário”
c) “Antigamente, só louco. Hoje, não.”
d) “Hoje as pessoas falam sozinhas no telefone celular”

7. Uma das características do miniconto é a narratividade, a história deve mostrar as ações dos personagens envolvidos no enredo em um determinado intervalo de tempo. A sequência correta das ações do miniconto “O celular da fantasia” é
a) o narrador-personagem ouve alguém falando sozinho; constata que se tratava de um mendigo; reflete sobre o hábito de as pessoas falarem sozinhas; estranha o fato de um mendigo falar ao celular; percebe que ele finge falar ao celular.
b) o narrador-personagem ouve alguém falando sozinho; reflete sobre o hábito de as pessoas falarem sozinhas; constata que se tratava de um mendigo; estranha o fato de um mendigo falar ao celular; percebe que ele finge falar ao celular.
c) o narrador-personagem ouve alguém falando sozinho; reflete sobre o hábito de as pessoas falarem sozinhas; estranha o fato de um mendigo falar ao celular; constata que se tratava de um mendigo; percebe que ele finge falar ao celular.
d) o narrador-personagem ouve alguém falando sozinho; reflete sobre o hábito de as pessoas falarem sozinhas; constata que se tratava de um mendigo; percebe que ele finge falar ao celular; estranha o fato de um mendigo falar ao celular.

Leia e resolva:


Entrevista com Marina Colasanti
André Azevedo: Eu percebi uma estratégia de sedução em seu texto. Em alguns casos, parece que, nesses enigmas, você arrisca um sentido, sugere uma analogia, "joga verde" esperando reações do leitor: ou que ele invente uma solução e sinta que matou a charada, ou então se renda e se deixe seduzir pelo mistério. Você faz isso?
Colasanti: Claro. Porque também é uma exigência do miniconto. Achar que o miniconto é apenas um conto encolhido, isso é um equívoco fatal. Aí você tem um produto de terceira classe. O miniconto funciona justamente quando dá o pulo do gato! Você vem vindo distraído e de repente ele te pega e… TCHUM! Vira de cabeça pra baixo a situação. Te põe em desconforto, descompõe, desfaz a organização na qual você vinha vindo. E essa desorganização ou te propõe uma nova forma de organização, ou justifica o princípio — quando você chega no final e dá aquele salto, você entende porque aquilo estava lá no começo. O que é fascinante no miniconto.

AZ: Esse "pulo do gato" é uma exigência chave do miniconto?
Colasanti: São uma série de exigências. Porque também há uma exigência de forma, muito grande. Nada pode sobrar, nada pode faltar. Se faltar ele fica muito hermético; se sobrar, ele borra. Então é um texto muito exigente.

AZ: Oscar Wilde uma vez disse: hoje trabalhei exaustivamente no texto: fiquei a manhã inteira para colocar uma vírgula, e a tarde inteira para tirá-la. É assim com você também?
Colasanti: Sem dúvida. Eu gosto muito de textos curtos. Não sou romancista por causa disso. E nos minicontos, às vezes, eu vou tirando tudo, vou tirando tudo que é supérfluo, tudo que é supérfluo, tira, tira, tira, estica, estica, estica… aí de repente olho: ai meu Deus, está esticado demais! Está seco demais! Agora eu tenho que pingar um pouquinho de água, tenho que inchar um pouco de volta. Porque tem um ponto certo; é que nem bolo, tem um ponto em que ele tem que ficar penetrável — ele não pode ser impenetrável senão ele rejeita o leitor. Se você insiste muito na depuração, ele pode ficar impenetrável demais. Aí tem que abrir.

8. O trecho em que a escritora revela sua opinião sobre a característica da brevidade dos minicontos é
a) “Achar que o miniconto é apenas um conto encolhido, isso é um equívoco fatal”.
b) “Claro. Porque também é uma exigência do miniconto”.
c) “O miniconto funciona justamente quando dá o pulo do gato!”.
d) “E essa desorganização ou te propõe uma nova forma de organização, ou justifica o princípio”.

Leia e resolva:

Réquiem para Teresa
Notáveis os olhos de Teresa. Grandes. Inspiravam saudades não sei de quê. Por vezes eu tive vontade de comê-los. Hoje me contentaria em beijá-los. Impossível, pois a matei. Pior: acusei-a de nunca ter existido, mesmo reconhecendo que mentia. Teresa hoje é nada, um nadinha varrido para baixo do tapete, lá onde frequentemente tropeço.

9. O trecho  que reforça o sentido de ironia é
a) “não sei de quê”
b) “reconhecendo que mentia”
c) “lá onde frequentemente tropeço”
d) “um nadinha varrido para baixo do tapete”

Leia e resolva:

Dia a dia

10. Ao utilizar verbos repetidos, o autor 
a) justifica o salário da Maria.
b) reforça a rotina da Maria.
c) ironiza  o trabalho da Maria.
d) ignora a vida da Maria. 

Leia o miniconto abaixo, retirado do microblog Twitter para responder às questões 11 e 12:

minicontos @minicontos
Deeeeevaaaaagaaaaar seeeee cheeeeega loooongeeeee


11. A repetição das letras das palavras tem como função
a) completar o limite de  140 caracteres exigidos pelo Twitter.
b) enfatizar o sentido de cada palavra, principalmente “devagar” e “longe”.
c) indicar para o leitor que as palavras estão sento empregadas com sentidos diferentes do original.
d) fazer com que o leitor preste mais atenção à estrutura do texto do que às ideias que ele deseja transmitir.

12. A ideia central do miniconto  abaixo poderia ser escrita, sem alteração de seu sentido original, da seguinte forma
a) Não se vai muito longe se você for muito devagar.
b) Quanto mais devagar, menos longe você irá.
c) Se você quiser ir muito longe, não se deve ir devagar.
d) Quanto mais devagar, mais longe você conseguirá chegar.


GABARITO
1C / 2A / 3D / 4D / 5D / 6C / 7B / 8A / 9D / 10B / 11B / 12D

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