ATIVIDADE / SIMULADO DE PORTUGUÊS: GÊNERO: POEMA - 6º / 7º ANO

Leia e resolva às questões 1 -3:

Canção
 
Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar.
 
Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos 
colore as areias desertas.

O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...

Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo 
e o meu sonho desapareça.
 
Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.
(Cecília Meireles)

1. A finalidade do poema é
a) descrever.
b) instruir.
c) emocionar.
d) informar.

2. O sentido da palavra “naufragar”  no verso “para o meu sonho naufragar“ é
a) afundar.
b) falhar.
c) medrar.
d) emergir.

3. O objetivo da poetisa é
a) conhecer o mar.
b) destruir seu sonho.
c) chorar o máximo possível.
d) presenciar a chegada do vento.

Leia e resolva as questões 4 - 6:

Autorretrato

Provinciano que nunca soube
Escolher bem uma gravata;
Pernambucano a quem repugna
A faca do pernambucano;
Poeta ruim que na arte da prosa
Envelheceu na infância da arte,
E até mesmo escrevendo crônicas
Ficou cronista de província;
Arquiteto falhado, músico
Falhado (engoliu um dia
Um piano, mas o teclado
Ficou de fora); sem família,
Religião ou filosofia;
Mal tendo a inquietação de espírito
Que vem do sobrenatural,
E em matéria de profissão
Um tísico profissional.
(Manuel Bandeira)

4. A finalidade do poema é
a) descrever o  próprio poeta.
b) narrar sobre a vida do poeta.
c) refletir sobre a vida do poeta.
d) instruir como se escreve um poema.

5. O significado da palavra “província”, utilizada no verso “Ficou cronista de província;” é
a) ordem.
b) matriz.
c) juízo.
d) distrito.

6. Segundo o texto, Manuel Bandeira define-se como
a) um músico virtuoso.
b) um arquiteto bom.
c) um cronista provinciano.
d) um profissional saudável.

Leia e resolva a questão:

Recife (trecho da crônica)
   
Este mês que acabo de passar no Recife me repôs inteiramente no amor da minha cidade. Há dois anos atrás, quando a revi, depois de uma longa ausência, desconheci-a quase, tão mudada a encontrei. E sem discutir se essa mudança foi para melhor ou para pior, tive um choque, uma sensação desagradável, não sei que despeito ou mágoa. Queria encontrá-la como a deixei menino. Egoisticamente, queria a mesma cidade da minha infância. Por isso diante do novo Recife, das suas avenidas orgulhosamente modernas, sem nenhum sabor provinciano, não pude reprimir o mau humor que me causava o desaparecimento do outro Recife, o Recife velho, com a inesquecível Lingueta, o corpo Santo, o Arco da Conceição, os becos coloniais... Mesmo fora do bairro do Recife, quanta diferença! Quanta edificação nova em substituição às velhas casas de balcões esses balcões tão bonitos, tão pitorescos, com os seus cachorros retangulares fortes e simples como traves. (Um arquiteto inteligente aproveitaria esse detalhe tradicional bem característico do Recife). Os cais do Capibaribe, entre Boa Vista e Santo Antônio, sem os sobradões amarelos, encarnados, azuis, tão mais de acordo com a luz dos trópicos do que esta grisalha que os requintados importaram de climas frios. (...)
(Manuel Bandeira)

7. Ao rever  Recife, cidade onde nascera,  o poeta Manuel Bandeira teve uma sensação desagradável porque 
a) tivera de passar um mês em sua cidade natal.
b) queria a mesma cidade da infância dele.
c) passara muito tempo longe de Recife.
d) presenciou as avenidas muito modernas.

Leia uma poesia em prosa para resolver a questão:

Na cama de marfim, a ideia dormia azul como naquele dia. Como naquele dia, jovem, tão jovem, uma ideia menina. E linda. Mas o Rei não era mais o Rei daquele dia. Entre ele e a ideia estava todo o tempo passado lá fora, o tempo todo parado na Sala do Sono. Seus olhos não viam na ideia a mesma graça. Brincar não queria, nem Rir.  Que fazer com ela? Nunca mais saberiam estar juntos como naquele dia. Sentado na beira da cama o Rei chorou suas duas últimas lágrimas, as que tinha guardado para a maior tristeza. Depois baixou o cortinado, e deixando a ideia adormecida, fechou para sempre a porta.
Marina Colasanti

8. Segundo o texto, a ideia não tinha “a mesma graça” porque
a) o tempo passou e ela não era mais a mesma.
b) o sono a modificou.
c) o tempo passou e o Rei não era mais o mesmo.
d) a tristeza a modificou. 

Observe o poema abaixo:


9. O poema acima traz um jogo com as palavras luxo e lixo, fazendo com que adquiram múltiplos sentidos, mas, inicialmente, elas estabelecem entre si uma relação de
a) condição.                         
b) oposição.
c) conclusão.   
d) concessão.

Leia o haicai do poeta paranaense Paulo Leminski abaixo e responda:

Relógio parado
O ouvido ouve
O tic-tac passado

10. Em relação aos outros, o 1º verso do haicai estabelece a ideia de
a) finalidade.
b) comparação.
c) causa.
d) consequência.


GABARITO
1C / 2A / 3B / 4A / 5D / 6C / 7B / 8C / 9B / 10C / 11

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