📚 Apresentamos uma excelente Atividade de História sobre a Sociedade no Brasil Colônia para o 7º e 8º ano, elaborada para auxiliar os estudantes na compreensão da organização social do período colonial, das relações entre os diferentes grupos sociais, do papel da escravidão e da influência dessas estruturas na formação da sociedade brasileira. Conheça, baixe e aplique em sala de aula.

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BRASIL SOCIEDADE COLONIAL

Engenho de Itamaracá. Imagem: Pintura de Frans Pos
O termo Brasil colonial se refere ao período desde a criação das primeiras vilas por volta de 1530 até a proclamação de independência do Brasil em 1822. Foram quase 300 anos de história e uma série de fatores e peculiaridades que somente um país continental formado pela mistura de indígenas, europeus e africanos poderia possuir. É importante entender que os personagens da história do Brasil Colonial podem ser divididos em dominadores e dominados. Os dominadores foram os portugueses e os dominados são os indígenas e os africanos trazidos para a colônia como escravizados.
A Estrutura do Brasil Colonial
O Brasil Colônia era organizado em capitanias hereditárias. Grandes áreas de terra foram doadas pela coroa a nobres e militares. Talvez por serem doadas a pessoas que já eram ricas, a maioria das capitanias nunca foi ocupada ou o processo de colonização fracassou. Na realidade, somente as capitanias de Pernambuco (Donatário Duarte Coelho) e São Vicente (Donatário Martin Afonso de Sousa) tiveram êxito, a primeira impulsionada pela produção açucareira e a segunda, além de impulsionada pela produção de açúcar, também se desenvolveu no comércio e pela escravização indígena.
Açúcar, o Doce Ouro Branco

A principal fonte de renda do Brasil colonial era a produção de açúcar, desde as lavouras até o produto final. Para isso, foram construídos engenhos financiados não somente pela coroa portuguesa, mas também por capitais privados portugueses e de outros países, como a Holanda.
Exportar o açúcar e não a cana era uma saída que diminuía o volume nas embarcações e aumentava o tempo de validade, tendo em vista que o açúcar pode ser armazenado por mais tempo que a cana. Veja abaixo a descrição do processo de fabricação do açúcar nos engenhos coloniais.
1. Após o plantio e a colheita, a cana era levada até as moendas em carros de boi para extração do caldo da cana (bois eram usados como força na moenda);
2. O mestre do açúcar controlava o cozimento do caldo da cana na fornalha por horas até formar o melaço;
3. O melaço era colocado em formas de barro (em forma de sinos) para a purgação até ficar sólido;
4. As pedras de melaço sólido, pão de açúcar, eram retiradas das formas, furadas ao meio para escorrer o mel ainda existente e levadas para secar ao sol;
5. O açúcar em pedras ou quebrado era embalado para a comercialização.
A produção de açúcar era um trabalho árduo e necessitava de muita mão de obra. Os escravizados (que eram a maioria dos trabalhadores) geralmente trabalhavam no canavial, no transporte, nas moendas e nas fornalhas. Além dos escravizados, os engenhos também ocupavam trabalhadores livres assalariados que recebiam pagamento por seu trabalho como:
| Purgadores | Responsáveis pelo clareamento do açúcar. |
| Mestres do açúcar | Verificavam a qualidade e o ponto do melaço. |
| Feitores | Supervisionavam o trabalho dos escravizados e eram responsáveis por aplicar castigos |
| Carpinteiros e ferreiros | Faziam a manutenção do engenho |
A Sociedade Colonial
Na sociedade colonial, os Senhores de Engenho possuíam uma grande importância nos séculos XVI e XVII, a produção açucareira era a atividade econômica mais lucrativa e importante da Colônia. Essa produção seguia o modelo conhecido como Plantation, que se baseava em uma estrutura que pode ser lembrada pelo acróstico MEL.

Na sociedade colonial, somente os grandes proprietários rurais descendentes de portugueses poderiam ocupar cargos públicos. Eles eram os mais poderosos da sociedade. Mesmo os grandes comerciantes não possuíam o mesmo prestígio que os latifundiários, o que fazia com que muitos deles comprassem terras e engenhos em busca de ascensão social.
Mais abaixo estavam os trabalhadores livres sem ligação com o campo, como os professores, escrivães e pequenos comerciantes. Na base, estavam os trabalhadores, alfaiates, artesãos e pequenos lavradores. Os escravizados não integravam a organização social, pois não tinham direitos perante a sociedade colonial. O Brasil Colonial seguia o modelo de sociedade patriarcal (as famílias e a sociedade eram dominadas por homens). A mulher, em geral, independente da camada social a que pertencia não recebia educação formal. Nas famílias mais ricas, as mulheres eram educadas para casar, desempenhar o papel de mãe e cuidar dos afazeres do lar. Porém, na ausência do marido, elas assumiam a administração dos bens. Nas famílias mais pobres, a maioria das mulheres pobres começavam a trabalhar ainda crianças, ajudando nas tarefas domésticas, nas lavouras ou no negócio da família, porém, mesmo trabalhando, elas sempre eram subordinadas a alguma figura masculina, como um membro da família ou um companheiro.

https://ensinarhistoria.com.br/familia-no-brasil-colonial/
A respeito das mulheres escravizadas, elas nem podiam guardar sua própria vontade, nem mesmo o direito a ter família era garantido a elas, eram vítimas dos abusos de seus senhores, era comum serem vendidas e separadas de seus filhos e companheiro.
A Religião no Brasil Colônia
No Brasil colonial, a religião oficial era o catolicismo, imposto pela Coroa Portuguesa foi expandido principalmente pelos jesuítas através da catequização dos indígenas e africanos. Essa prática sufocou as religiões originais desses povos. Mesmo assim, a mistura de aspectos do catolicismo com as religiões indígena e africana deu origem a uma religiosidade popular e ao sincretismo, que misturam aspectos dessas.
A Igreja Católica não aceitava a prática e nem a coexistência de nenhuma religião, havia perseguição religiosa, e a prática delas era considerada heresia. Nesse contexto, ocorreram também atos relacionados à Inquisição Europeia, um conjunto de tribunais eclesiásticos da Igreja Católica para combater a heresia, a apostasia e outras crenças. Havia investigação, julgamentos e punições como tortura, confisco de bens e até morte na fogueira.
INQUISIÇÃO NO BRASIL: COMO O TRIBUNAL DO SANTO OFÍCIO PERSEGUIU BRASILEIROS POR SÉCULOS
Ao longo dos 285 anos da atuação do Tribunal do Santo Ofício em Portugal e nos territórios que compunham o Império português, há estimativas de pelo menos 400 brasileiros condenados por práticas, à época, consideradas contrárias à fé católica, como “judaizar”, homossexualidade, bigamia e feitiçaria (…)
A atuação do Tribunal do Santo Ofício no Brasil começou tão logo a instituição pôde organizar uma estrutura que alcançasse o país. Já a partir de 1550, dom Pedro Fernandes Sardinha, o primeiro bispo do Brasil, tinha poderes inquisitoriais. (…) Em 1591, o Brasil recebeu a primeira “visitação” de um agente oficial do Tribunal do Santo Ofício. (…)
No território brasileiro, a maior parte da atuação da Inquisição dependia dos agentes associados, membros do clero vinculados ao tribunal (sem integrá-lo), e dos chamados “familiares”, nome dado a civis que colaboravam com a Inquisição, isto é, agiam como os familiares recebiam privilégios como isenção de impostos e alcançavam cargos importantes (…).
https://g1.globo.com (Adaptado)
Fontes: brasilescola.com/todamateria.com / g1.com
Texto reescrito por Cássia Alves, Tudo Sala de Aula
📚 Atividades
1. Como se organizava o Engenho Colonial?
2. Explique, com suas palavras, a frase: “É importante entender que os personagens da história do Brasil Colonial podem ser divididos em dominadores e dominados”.
3. Assinale a alternativa que contém apenas as Capitanias Hereditárias que obtiveram sucesso em seu crescimento e desenvolvimento econômico no período colonial.
a) Pernambuco e São Vicente.
b) Porto Seguro e São Tomé.
c) Ceará e Itamaracá.
d) Maranhão e Ilhéus.
4. Enumere os acontecimentos abaixo, colocando-os em ordem cronológica, de acordo com as etapas da produção do açúcar no Engenho Colonial:
( ) A cana é levada às moendas.
( ) Extração do caldo da cana.
( ) Cozimento do caldo e formação do melaço.
( ) O melaço é colocado em formas de barro.
( ) O melaço fica sólido (pão de açúcar).
( ) O pão de açúcar é levado para secar ao sol.
( ) Pedras de melaço são retiradas das formas.
( ) O açúcar é embalado para a comercialização.
5. Associe corretamente os trabalhadores do engenho às funções que exerciam, de acordo com a organização do trabalho no Engenho Colonial.
1. Feitores
2. Carpinteiros e ferreiros.
3. Purgadores.
4. Mestres do açúcar.
( ) Responsáveis pelo clareamento do açúcar.
( ) Verificavam a qualidade e o ponto do melaço.
( ) Supervisionavam e castigavam os escravizados.
( ) Faziam a manutenção do engenho
6. Cite quais são os 3 pilares do Plantation.
7. Desenhe uma pirâmide representando a organização social da sociedade.
8. Defina o papel da mulher na sociedade do Brasil Colonial, diferenciando sua atuação conforme a condição social:
a) Nas famílias mais ricas:
b) Nas famílias mais pobres:
c) As mulheres escravizadas:
9. Qual era a religião oficial do Brasil Colonial?
a) Catolicismo.
b) Protestantismo.
c) Islamismo.
d) Judaísmo.
10. Crie um pequeno texto sobre a Inquisição no Brasil, explicando seus objetivos e suas principais características no período colonial.
11. Cite 3 aprendizagens obtidas na aula de hoje.
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Planejamento para o professor
Objeto do conhecimento: A sociedade no Brasil Colônia.
Objetivo da Aula: Compreender a organização social, econômica e política do Brasil Colonial, identificando as relações de poder, trabalho e exploração que marcaram esse período histórico.
Habilidade da BNCC: EF07HI10: Analisar, com base em documentos históricos, diferentes interpretações sobre as dinâmicas das sociedades americanas no período colonial.
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Por Cássia Alves
Licenciada em História e especialista em Gestão Escolar, com extensão em Formação Cidadã e Transversalidade.
O conteúdo foi revisado e certificado pela equipe de Redação do Tudo Sala de Aula.